Números de abortos aumentam com a legalização, confirma levantamento com 19 países

Números de abortos aumentam com a legalização, confirma levantamento com 19 países

16/03/2018 1 Por Marlon

O livro Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades mostra levantamento feito nas estatísticas oficiais de 19 países que legalizaram o aborto e responde de forma definitiva: a legalização do aborto provoca aumentos dramáticos nos números de abortos provocados.

Amplitude do levantamento

Em todos eles o número de abortos subiu drasticamente e a sociedade viu consequências negativas nas mais diversas esferas. Todos esses países analisados representam 51% da população total mundial. Ou seja, 3 bilhões 658 milhões de habitantes. Isso quer dizer que os malefícios da legalização e expansão do aborto estão impactando a maior parte da população mundial, representando um grande holocausto e tudo graças ao processo de legalização.

Região / País Número de abortos
 

País

População do país (em milhões) Número de abortos no 1 ano de aborto legal Último valor disponível Percentual de aumento desde a legalização
África do Sul 55,9 1.600 89.126 5.570%
Alemanha 82,67 17.800 99.237 458%
Austrália 21,6 1.140 84.500 7.412%
Canadá 36,3 11.000 100.000 809%
China 1370 3.910.110 6.690.027 71%
Escócia 5,9 1.544 12.063 681%
Espanha 46,15 17.766 108.690 512%
EUA 323 170.000 926.200 445%
França 66,9 33.454 203.463 508%
Grécia 10,75 7.184 17.632 245%
Índia 1300 380.000 701.415 85%
México (DF) 8,85 10.134 132.609 1.209%
Nepal 26,4 10.561 323.000 2.958%
Nova Zelândia 5 2.700 13.155 387%
Paquistão 210 890.000 2.250.000 253%
Portugal 10,32 6.107 16.454 167%
Reino Unido 65,5 27.200 190.000 599%
Suécia 9,9 500 38.071 7.614%
Uruguai 3,4 7.171 9.719 36%
População total  3.658,54  

Metodologia subdimensiona o aumento de abortos provocados

No capítulo “Um panorama internacional sobre a questão do aborto” são detalhados diversos engodos da indústria do abortamento legal. Por opção metodológica, para que o estudo não fosse passível de críticas de ferrenhos defensores da ideologia do aborto, optou-se por comparar dados do primeiro ano de aborto legal com o último valor registrado. Além disso, verificam-se muitos casos de subnotificação de abortos legais. Essas características fazem com que o aumento verificado na tabela acima esteja subdimensionado. Se usada outra metodologia, veríamos que a legalização provoca aumentos na incidência de abortos ainda maiores do que os valores demonstrados na tabela acima.

Entenda porque o crescimento no número de abortos pode ser maior e não menor do que isso:

  • Existe subnotificação de abortos legais: em muitos países com aborto legalizado existem provas e confissões, da própria indústria do aborto, dos governos, grupos pró-escolha e de institutos dizendo que o número de abortos legais apurado anualmente é inferior ao que de fato ocorre, pelo fenômeno da subnotificação de abortos legais.
  • Não foi considerado o valor acumulado de abortos: outro fator que indica que o estudo está sendo ‘moderado’ é o fato de que comparou o primeiro ano de aborto legal com o último número registrado (ano mais recente da apuração em cada país). Ao analisar as estatísticas afundo verifica-se que em muitos casos os países já passaram por picos no número de abortos legais. Ou seja, o valor acumulado ou mesmo a média de número de abortos nas últimas décadas, em diversos casos, é maior do que o último número registrado e usado como parâmetro de cálculo do percentual de aumentos.
  • Base de cálculo do primeiro ano é maior que da fase da ilegalidade: em todos estes países verificou-se um aumento gradual nos anos após a legalização, indicando tendência de crescimento desde a legalização. Quando se analisa a dinâmica do número de nascimentos, por exemplo, fica evidente que houve um crescimento substancial no número de abortos. Desde o primeiro ano de aborto legalizado, em muitos casos, o número de nascidos vivos já é menor que no ano anterior, indicando crescimento significativo desde o primeiro ano e comprovando que quando o aborto era crime a ocorrência era menor. Se fosse possível obter estimativas confiáveis de abortos clandestinos no período pré-legalização certamente o percentual de aumento no número de abortos após a legalização seriam bem superiores.
  • Abortos clandestinos continuam acontecendo após a legalização: em diversos países da análise, os próprios militantes pró-aborto admitem que o número de abortos legais é apenas parte do problema e que persistem casos de abortos clandestinos. É o caso do Reino Unido, Nepal e África do Sul. Na África do Sul estima-se que o número de abortos legais corresponda a 50% do total de abortos ocorridos.
  • Percentual de gestações terminadas em aborto confirma dados: as conclusões desse levantamento são confirmadas pelo aumento no percentual de gestações terminando em aborto nestes países. Desde a legalização o número de abortos passa a representar uma parcela cada vez maior das gestações totais do país, confirmando que a prática aumentou, e ainda, que as estimativas de abortos clandestinos usadas na época anterior a legalização eram fraudadas pela militância pró-aborto.

O estudo comprova que a legalização do aborto no Brasil provocaria um aumento na prática. Mostra também que os problemas de abortos forçados, que atingem em torno de 50% dos casos de aborto, passarão a afetar um número ainda maior de mulheres. O estudo também demonstra que a legalização do aborto é antes de tudo uma bandeira de indústrias bilionárias.

Este levantamento é parte de um conjunto de estudos publicados por 13 autores do Brasil e do exterior, em 640 páginas no livro Precisamos falar sobre aborto: mitos e verdades, que conta com centenas de referências bibliográficas para que deseja um conteúdo completo sobre esta pauta. O livro pode ser adquirido pelo site da editora Estudos Nacionais.


Nota – Atualização de 20.07.2018:

Para estatística dos EUA, consideramos a incidência de abortos do ano de 1970. Considera-se amplamente que a legalização ocorreu em 1973 devido ao famoso caso Roe versus Wade, contudo, nessa época legislações estaduais já haviam liberado o aborto em 20 estados americanos, sob diferentes regras, mas de forma bastante flexível. Muitas mulheres inclusive faziam viagens dentro do país para realizar abortos legais nos estados vizinhos, por isso houve um aumento grande no número de abortos legais entre 1970 e 1973. Se feita a comparação 1973 x último ano registrado, teríamos um aumento de apenas 25% mas isso seria completamente irreal, pois o número de abortos chegou a 1,6 milhão e ficou acima de 1 milhão por muitos anos. Reforçamos que nosso método simplificador, ao comparar apenas os números do primeiro e do último ano do aborto legal, atenua sobremaneira o aumento na incidência de abortos provocado pela legalização. Urge que se desenvolva um método mais complexo, que considere o aumento acumulado no número de abortos desde a legalização.


Mais informações sobre o tema em estudos sobre aborto.