Mulheres favoráveis ao aborto têm 6 a 28 vezes mais chance de abortar

Mulheres favoráveis ao aborto têm 6 a 28 vezes mais chance de abortar

20/02/2018 0 Por Marlon

Embora militantes pró-legalização insistam em argumentar que a pauta se restringe a dar condições seguras para as mulheres e faz parte de “uma política de redução de danos”, a aceitação do aborto por parte das mulheres aumenta sua exposição a essa agressão. É o que indicou uma pesquisa acadêmica brasileira feita em 2009, que entrevistou 1.121 mulheres em São Paulo-SP.

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Se cada matéria que tenta caracterizar o aborto um direito contribui para o aumento da aceitação das mulheres sobre o aborto, jornalistas e veículos de comunicação têm contribuído para o aumento dessa problemática e para uma maior exposição das mulheres aos males dos abortos.

O estudo indica que as chances de uma mulher fazer um aborto quando ela considera o aborto um direito é 6,33 vezes maior, em comparação com as mulheres que acham que o aborto deve ser mantido criminalizado e jamais fizeram um aborto. O risco aumenta ainda mais quando a mulher tem baixo grau de instrução e aceita o aborto. (pág 39)

Em outro recorte, o estudo verificou que entre as mulheres que não tinham filhos e aceitam o aborto, a chance delas cometerem um aborto provocado é 28,34 vezes maior (pág 42).

Desta forma, surge a óbvia e inescapável afirmação: o apoio massivo da mídia no sentido de sensibilizar as pessoas a aceitar o aborto, se obtém sucesso, aumenta substancialmente os riscos das mulheres se exporem aos males físicos e psicológicos do aborto. 

Os dados do DataSUS confirmam isso. A partir do suposto surto de zika vírus, amplamente explorado pela mídia, o número de internações hospitalares pós-aborto teve aumento, após diversos anos de queda constante.

O aumento no risco de cometer abortos pode ser maior se a prática for legalizada

O estudo analisou essa chance de cometimento de abortos na atual situação brasileira. Se a prática for descriminalizada, o efeito da legalização pode aumentar ainda mais as chances das mulheres cometerem abortos. Os dados de outros países demonstram que quanto mais tempo decorrido desde que o aborto foi legalizado, maior a propensão das pessoas em aceitar a prática, maior o número de abortos e também o percentual de gestações terminadas em aborto.


Informações:

Carneiro, Marta Camila Mendes de Oliveira. 2009. Prevalência e características das mulheres com histórico de aborto – Vila Mariana, 2006, São Paulo. 59p. Dissertação de mestrado. Escola Paulista de Medicina. Universidade Federal de São Paulo.

Acesse a íntegra da dissertação de mestrado citada, (59 páginas).