Democratas barram Lei de Proteção a bebês sobreviventes de abortos

Na última segunda-feira (25/02), o Partido Democrata barrou no Senado americano um projeto que buscava estabelecer medidas punitivas ao assassinato de bebês que fora do útero materno, sobrevivam à abortos tardios.

Há poucas semanas depois de o estado de Nova Iorque, governado pelo Democrata Andrew Cuomo, ter aprovado o novo “Reproductive Health Act”[1]Ato de Saúde Reprodutivaque aboliu o limite de 24 semanas de gestação para procedimentos de aborto, o Partido Democrata voltou a dar mais uma demonstração da radicalização das esquerdas nos Estados Unidos ao barrar, nesta segunda-feira (25/02), no senado americano em Washington-DC, a aprovação da leiS.311 – Born-Alive Abortion Survivors Protection Act” – Ato de Proteção de Sobrevivência de Nascidos-Vivos de Procedimentos de Aborto de autoria do Senador Republicano Ben Sasse (R-Nebraska)[2].

Ao barrar a legislação proposta pelo Senador Sasse, que visava proteger bebês que sobrevivessem à procedimentos de aborto falhos bem como buscava estabelecer medidas punitivas contra o término da vida do bebê sobrevivente uma vez fora do ventre, o Partido Democrata acaba por legitimar o que na prática pode ser qualificado como ‘infanticídio’. De acordo com o “The 2002 Born Alive Infants Protection Act” – A Lei de Proteção à Criança Nascida – promulgada pelo presidente George W. Bush, a legislação americana estabelece que “qualquer criança nascida viva – mesmo como resultado de um aborto – deve ser legalmente considerada pessoa, ser humano, criança e indivíduo, de acordo com as leis federais”[3].

O posiciomento dos parlamentares democratas, incluindo potenciais presidenciáveis pelo partido para a camapanha de 2020 como Bernie Sanders, Kamala Harris, Cory Booker, Kirsten Gillibrand, Sherrod Brown, Amy Klobuchar e Elizabeth Warren, avançou um passo além daquilo que o partido havia aprovado no mês passado no estado de Nova Iorque. Além de estendido o direito ao aborto para qualquer mês de gestação – em caso de complicações à saúde da mãe, incluindo estado mental, o que relativiza o escopo da objetividade médica -; a lei assinada por Andrew Cuomo, em janeiro, já retirava restrições como, por exemplo, sobre a qualificação dos operadores da saúde. A nova lei dispensa a obrigatoriedade da participação de médico no procedimento de aborto e retirou penas e medidas punitivas pela prática do aborto fora do prazo estipulado pelas leis.

No início do mês, um vídeo[4] da Deputada do Estado da Virgínia pelo Partido Democrata, Kathy Tran, defendo a aprovação de uma nova legislação que autorizaria o aborto nos últimos estágios da gestação, incluindo depois do rompimento da bolsa da mãe, chocou o senso comum da grande maioria dos americanos.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, criticou duramente o Partido Democrata e o extremismo dos parlamentares progressistas quantos aos seus posicionamentos sobre o direito à vida. Em sua conta no Twitter, Donald Trump disparou:  

Os democratas do Senado acabaram de votar contra a legislação para impedir a morte de crianças recém-nascidas. A posição dos democratas sobre o aborto é agora tão extrema que eles não se importam de executar bebês após o nascimento.”

Em relação à barbaridade histórica perpetrada pelos Democratas nos Estados Unidos – que soma-se à oposição do partido à abolição da escravidão no século XIX; as leis de Jim Crow e a segregação racial que se estenderem até pelo menos metade do século XX; a fundação do Ku Klux Klan e sua oposição à luta pelos direitos civis dos afrodescendentes – contra o valor da vida. O comentarista Matt Walsh do portal Daily Wire sintetizou o posicionamento do Partido Democrata com os dizeres:

“É incompatível ser um Democrata ao mesmo tempo que se é uma pessoa decente.”

Uma petição online organizada pelo grupo de ativismo social e político sem fins lucrativos “American Center for Law & Justice”, demanda que o Senado dos Estados Unidos aprove o fim do assassinato de bebês sobreviventes de abortos. Até o momento da publicação deste artigo, quase 110 mil assinaturas já haviam sido colhidas por meio da plataforma digital da ACLJ.


Referências:

[1] https://legislation.nysenate.gov/pdf/bills/2019/A21

[2] https://www.congress.gov/116/bills/s311/BILLS-116s311pcs.pdf

[3] https://www.govtrack.us/congress/bills/107/hr2175/text

[4] Vídeo completo: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=OMFzZ5I30dg


 
 

3 thoughts on “Democratas barram Lei de Proteção a bebês sobreviventes de abortos

  1. Como cristao que sou so posso pensar que mais do que nunca a volta de Jesus esta proxima.

    Nao tive educacao adequada ent a frase fica sem pontuacao mesmo.

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