Ativismo pró-aborto: das Universidades ao Ministério da Saúde

Ativismo pró-aborto: das Universidades ao Ministério da Saúde

19/12/2017 0 Por Marlon

A militância pela legalização do aborto no Brasil, alinhada aos objetivos de grandes fundações internacionais, dominou os ambientes acadêmicos por décadas. Sua ideologia, seus eufemismos e estudos acadêmicos fraudados subsidiam políticas públicas e contam agora com apoio de funcionários públicos, no Ministério da Saúde, que abrigam o trabalho de militantes de ONGs criadas e mantidas pela indústria internacional do aborto.


Objetivos por trás do suposto “problema de saúde pública”

Organizações internacionais e ONGs nacionais tem dispensado um gigantesco esforço para que a pauta do aborto seja tratado como um problema de saúde pública.O tratamento do assunto como “Problema de saúde pública”, contudo, não veio a partir de constatações científicas, mas a partir de uma estratégia de controle populacional, montada por grandes fundações e organizações, nos EUA, na década de 1970.

precisamos-falar-sobre-aborto-livro-pacote-1-exemplarCom objetivo claro a ser atingido, foi traçada uma estratégia de divulgar no ambiente social e político, em todos os países, que restrições ao aborto (aborto ilegal) seria um problema de saúde pública. Foi a partir desse objetivo que começaram a ser feitos investimentos em pesquisas científicas e no debates sobre a questão. Isso está claramente expresso no Memorando emitido à Casa Branca, em 1974, que se baseava no Relatório Kissinger.

O tema central do memorando era a implantação de ações para controle populacional nos países pobres. Para isso, o documento, à época classificado como confidencial, alertava: “nenhum país poderá reduzir seu crescimento populacional sem recorrer ao aborto”. Foi a partir disso que cresceram os investimentos de fundações como Rockefeller, Ford e McArthur, para estabelecer centros de pesquisas nesses países. Aníbal Fagundes, da UNICAMP, foi um dos primeiros pesquisadores agraciados com investimentos para pesquisas sobre estudos populacionais, necessárias para subsidiar o debate que culminaria posteriormente com ações concretas pró-legalização do aborto.

A estratégia dos estudos demograficos, focada diretamente na ideia de controle populacional mostrou-se pouco eficaz com o passar do tempo. Mas ela era necessária também, para evoluir em pesquisas posteriores a ideia do direito sexual e do suposto problema de saúde pública. Passaram então a dispensar maior foco na pauta da saúde sexual e reprodutiva e na ideia de que o aborto é um problema de saúde pública.

Em 1968, a pauta do controle populacional foi comprada pela ONU, graças ao apoio de bilionários como David Rockefeller, Fundação Ford e outros. Anos mais tarde, a ONU e a OMS passaram a priorizar o tema dos direitos sexuais e reprodutivos, que nada mais é do que um eufemismo para aborto. Hoje vemos a ONU e OMS fortemente engajadas e debatendo os supostos problemas de saúde pública, chegando a fazer recomendações para que os países legalizem o aborto.

A militância de ONGs financiadas com recursos de clínicas de abortos em parceria com o Ministério da Saúde

Um livro publicado pelo Ministério da Saúde, em 2009, é prova concreta e nos permite ver claramente como a militância pró-legalização do aborto, o discurso e a estratégia global e o ministério da saúde agora, caminham juntos. Mostra também, como foi importante o financiamento de pesquisas científicas para subsidiar o debate em prol da legalização do aborto, nas últimas décadas. O livro intitulado 20 anos de pesquisas sobre aborto no Brasil, elaborado e distribuído pelo Ministério da Saúde, teve como responsável pela coordenação e redação geral a ativista pró-aborto Débora Diniz, que é fundadora da ONG Anis Bioética e Vice Presidente de uma Organização Internacional que investe em diversas ONGs pró legalização e pró-aborto em diversos países do mundo, graças ao financiamento das mesmas fundações internacionais que figuram na triste história da engenharia social pelo controle populacional – McAthur, Ford, Rockefeller, Bill e Melinda Gates e outras.

O livro traz agradecimentos a Aníbal Fagundes, OMS, Ministério da Saúde, grupos feministas e uma série de outros ativistas pró-aborto. Trata-se de um discurso pró-aborto, do inicio ao fim, demonstrando que o Ministério da Saúde não pode mais ser considerado um mecanismo de todo isento nesse debate.

Na redação do livro, destacam que “o fio condutor da síntese foi o de recuperar dados que lançassem luzes sobre a tese do aborto como uma questão de saúde pública no Brasil”. Ou seja, um grande esforço, precedido por décadas de investimento internacional em centros de pesquisa e pesquisadores,  para então, caracterizar para a opinião pública, que o aborto ilegal seria um problema de saúde pública. Repito: o livro foi publicado e distribuído pelo Ministério da Saúde. Na página 11, manifesta-se claramente em favor da legalização do aborto (página 11).

Durante toda a redação da publicação do Ministério, ativista redatora, desenrola um discurso nitidamente pró-legalização do aborto, e utiliza dados como lhe convém para defender sua pauta. Trata superficialmente diversos temas, selecionando aquilo que é bom para os objetivos de seus financiadores e de sua ONG, a Anis Bioética. Ao tratar sequelas do aborto, por exemplo, apega-se exclusivamente aos óbitos maternos pós-aborto, focando percentuais e recortes estatísticos, para evitar dizer que na verdade o total de óbitos maternos por aborto ilegal, em 2008, foi de 66 óbitos, ainda que nem todos esses 66 óbitos são confirmados como sendo fruto de aborto clandestino, já que dentro desses 66, há o registro Aborto NE = causa Não Especificada.

Negligencia também toda a literatura internacional sobre complicações físicas e psicológicas decorrentes de abortos legais, e o fato indiscutível, de que após a legalização do aborto, os números de sua ocorrência aumentam vertiginosamente, aí sim, criando um problema de saúde pública verdadeiro.

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Além do apoio evidente do Min. da Saúde, Débora Diniz parece ter também um bom trânsito no IBGE, que disponibilizou recursos para suas pesquisas em 2016. Assim, com apoio governamental e de fundações internacionais, uma avalanche de pesquisas tem sido realizadas para subsidiar o debate ideológico pró-aborto. Com isso, o ambiente acadêmico sobre o assunto foi dominado, no Brasil, sendo mostrado apenas um lado, permitindo inclusive, qualquer tipo de fundamentação e qualquer tipo de estudo dito científico, para subsidiar as discussões. Nem mesmo as universidades cristãs tem publicado pesquisas em sentido contrário.

O trabalho de Diniz mostra o que todos sabem. As universidades estão infestadas de pesquisadores buscando justificar àquilo que acreditam por sua ideologia, de extrema esquerda, e aquilo que agrada aos financiadores de bolsas e centros de pesquisa como Fundações Rockefeller, McAthur, Ford e tantas outras.

Um dos trabalhos citados é de Monteiro e Adesse, pesquisadores que mostraram em outras pesquisas, total inaptidão com estimativa de abortos, mas por conta do apoio massivo de ONGs e da grande mídia, subsidiam o debate com a mirabolante estimativa de 1 milhão de abortos clandestinos no Brasil.

As publicações de Monteiro e Adesse, aqui citadas e criticadas, foram baseados em estudos do Instituto Alan Guttmacher, instituição que lucra milhões (ou bilhões) com abortos no mundo. Diniz adiciona em seu trabalho, publicado e distribuído pelo Ministério da Saúde, referências bibliográficas de estudos feitos pela maior clínica de abortos do mundo, a Planned Parenthood.


Informações:

Livro 20 anos de pesquisa sobre aborto no Brasil. Min. da Saúde. 2009. Disponível em http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/livreto.pdf

Memorando à Casa Branca, em inglês Disponível em <http://pdf.usaid.gov/pdf_docs/PCAAB500.pdf>. Acesso em 11 dez. 2017.

Centro de Pesquisas em Saúde Reprodutiva de Campinas. Trata-se de um centro de pesquisa da Unicamp que se realiza pesquisas, cursos, eventos e presta consultoria na área de saúde reprodutiva (aborto). Inicialmente dedicava-se a pesquisa sobre os problemas populacionais.Possui diversas publicações em defesa do aborto. Mais informações disponíveis em <http://www.cemicamp.org.br>. Acesso em 13 dez. 2017.

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