camille paglia fala sobre ideologia de genero

A ideologia de gênero e cirurgias desnecessárias violam direitos de menores

Camille Paglia alerta que “transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão.” E não somente! Incutir nas mentes de crianças e adolescentes a falsa ideia de que precisam se mutilar e se tornar dependentes de hormônios para sentirem-se bem é uma violência sem precedentes. Em muitos casos, isso é sugerido ainda antes mesmo de atingirem a idade da razão. As tentativas forçadas de afirmar tal ideologia, que vai contra a natureza mais óbvia das coisas, mostra que a decadência social, moral e psicológica que nossa sociedade se encontra nos mais baixos patamares.

As disformias são estudadas pela ciência há tempo e devem ser vistas como disformias. Tratam-se de transtornos mentais.

A disformia de gênero é um transtorno similar à disformia corporal.  Um exemplo de disformia corporal é anorexia. Nesses casos, nenhum médico em sã consciência prescreveria lipoaspiração para alguém que é magro mas se vê gordo. Segundo Bjornsson et al (2010), estudos apontam que o transtorno afeta cerca de 0,7 a 2,4% das pessoas. Ninguém tem dúvidas que a anorexia, enquanto disformia corporal, deve ter seu tratamenta no âmbito psicológico, para que a pessoa, curada, passe a se ver como realmente é.

Da mesma forma que na disformia corporal, a disformia de gênero deve ser tratada com tratamento psicológico e não com alterações físicas e hormonais. A prova de que o sexo e gênero não são meras construções sociais, como prega a propaganda transgênero, é que as intervenções hormonais tornam-se necessárias por toda a vida, jamais dando à pessoa um corpo naturalmente “ajustado com seu gênero”, não obstante o fato de que os “pacientes” continuam em muitos casos necessitando tratamento psicológico. Experiências baseadas nessa falaciosa premissa do gênero enquanto construção social levaram diversas pessoas ao suicídio, como ilustra o caso Reimer. Por outro lado, nos (raros) casos de disformia de gênero que são diagnósticados propriamente, estima-se que entre 88 a 98% dos deles, são resolvidos com o fim da puberdade. Passado esse período e com o tratamento apropriado, no âmbito psicológico, a pessoa se sentirá bem com seu corpo sem tê-lo mutilado ou se tornado dependentes de hormônios.

O que por trás de toda a propaganda transgênero, dirigida a crianças e adolescentes, aliam-se os desejos manifestados por grupos que historicamente defendem o direito ao abuso de menores e organizações que investem na degradação de valores e na subversão da sociedade. Grandes fundações (abrigadas pela UNESCO) têm claros interesses na desestruturação da família, pois esta representa um claro obstáculo à engenharia social. Seu indivíduo ideal é atomizado e carente de proteção institucional. Uma sociedade assim, demandará cada vez mais poder desses mesmos grupos e fundações.

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Camille Paglia, acadêmica e Ph.D pela Universidade de Yale e professora da University of the Arts em Philadelphia, fala com grande propriedade de conhecimento e também experiência pessoal sobre essa questão de gênero:

Eu estou muito preocupada com essa tendência cirúrgica para mudança do corpo. Isso está por toda parte nos EUA. Dizem que a criança nasceu no corpo errado e já começam com hormônios até chegar à intervenção cirúrgica. Se essa ideia estivesse no ar quando eu era jovem, teria me tornado obcecada com isso. Eu teria sido convencida de que essa seria a resposta para todos os meus problemas com a sociedade contemporânea e sua rigidez sexual. E eu teria cometido um engano terrível.

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Transformar o corpo cirurgicamente é uma ilusão. Há um número muito pequeno de pessoas realmente intersexuais. É uma anormalidade congênita. A maioria dos casos não é assim. Intervir no corpo, removendo o pênis ou os seios, é uma ilusão porque todas as células do seu corpo permanecem sendo o que elas sempre foram. Simplesmente não é verdade que você mudou de gênero.

“As pessoas que olham para esse debate e pensam que estamos caminhando para um futuro progressista estão enganadas. Nós vivemos em um período em que os gêneros são fluidos e ninguém se identifica com os papeis de cada um dos gêneros no passado. Mas a ideia de que isso é um sintoma de saúde social está errada. É o caos.

“Estamos numa fase tardia da cultura, como ocorreu com outras civilizações, em que as definições dos sexos começam a se borrar e a se dissolver e surgem todos os tipos de androginia e de brincadeiras com trocas de papéis entre feminino e masculino. Eu adoro tudo isso, mas acho que não pode ser confundido com um sintoma de saúde e de progresso. Sinto muito. É um sintoma de declínio histórico da nossa cultura. E deveríamos nos preocupar porque isso indica ansiedade e algo errado.

“Eu não noto, a propósito, nenhum avanço no campo das artes. Ninguém está em um período especialmente fértil. Pelo contrário, todos estão obcecados consigo próprios. O ego se tornou um trabalho artístico. As pessoas têm dez conceitos diferentes sobre o que elas são. Acho que a obsessão com gênero e com orientação sexual se tornou uma doença.

“Eu sou ateia, mas acredito no poder da religião e de sua visão do universo. Vivemos essa transição da perspectiva religiosa para essa horrível perspectiva centrada no indivíduo, com o apoio da mídia. Isso não são os anos 60, quando se pregou o poder do indivíduo contra a autoridade, mas a destruição dessa ideia cósmica do lugar de cada um no universo. E isso tudo convergiu para a obsessão por gênero e orientação sexual. Isso virou uma loucura. É o novo narcisismo.”

Assista o vídeo com a entrevista com a Dra Camille Paglia.

 

Informações:

Criacionismo – Camille Paglia e a ideologia de gênero

Body dysmorphic disorder (2010)  Bjornsson, et al. Dialogues Clin Neurosci https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3181960/#ref27

Estudos Nacionais – Médicos americanos alertam sobre Ideologia de gênero e transgêneros

Estudos Nacionais – Breve histórico do ativismo pedófilo

Estudos Nacionais – Caso Reimer: a experiência de troca de sexo que levou gêmeos ao suicídio

 

Pesquisador independente e tradutor, escreve e coordena pesquisas para o site EstudosNacionais.com. Desenvolve projetos editoriais na editora Estudos Nacionais e Livraria Pius.
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