Segurança nacional – parte I

A internacionalização da Amazônia voltou a ser a pauta depois de um artigo do New York Times intitulado “De quem é a floresta equatorial afinal?”, assinada por um correspondente no Brasil. O texto insinua que o Brasil não sabe cuidar da floresta e que a ex-ministra do meio ambiente demitiu-se por não conseguir frear o desmatamento.

Para acalmar os ânimos, o novo ministro Carlos Minc, caracterizou o autor do texto do NYT dizendo que ele “sofre de desvio psicológico” e assegurou que os reais donos da Amazônia são os brasileiros.

São os militares que, desde os últimos 20 anos, vem sendo instruídos na defesa da maior floresta tropical do mundo, sendo que é da parte deles que vem o maior temor e , segundo afirma reportagem de Humberto Trezzi, a formação atual dos militares, no conceito de defesa da Amazônia como máximo objetivo estratégico e geopolítico.

A reportagem do NYT comprova a tese tradicional dos militares brasileiros, de que os norte-americanos estariam de olho na floresta amazônica. A tese fica ainda pior quando estes militares e “estrategístas geopolíticos” afirmam, com toda a pompa de conhecedores internacionais, que a ONU é um braço dos EUA.

Tal absurdo e falta de informação básica é fruto de muito tempo da “nova escola militar” que, a partir da redemocratização, passou a adotar a cartilha do “anti-imperialismo norte-americano” ditada pelos novos expoentes da informação. A reportagem do jornal americano não prova nada além do fato de que os verdadeiros entusiastas do internacionalismo estão nos antros mais influentes da mídia americana e não só da brasileira com já se sabia.

A política indigenista e de defesa da Amazônia praticada por este governo trabalha justamente para a internacionalização. O fato é que não se pode dizer isso abertamente. O caos no campo e nas áreas indígenas é prova disso e o descaso com a segurança nacional no governo Lula já é tema de debates entre estudiosos internacionais que apontam como uma política que “contraria a sí própria”.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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