Onde está o Aquecimento Global?

Eis o único encarregado de nossa temperatura, contra o qual nada podemos.

Afinal, por onde anda o tal aquecimento que tão entusiasticamente proclamava a imprensa apartir dos idos de 2007, seguindo cegamente a cartilha das Nações Unidas através do famoso IPCC?

Como esquecer as milhares de cenas de animaizinhos morrendo, ursos navegando em icebergs, geleiras quebrando, intercaladas com as terríveis chaminés das indústrias capitalistas? Jornais e revistas, canais de TV e empresas cinematográficas lucraram muito com essas idéias, além de políticos com Al Gore que enriquece às custas dos créditos de carbono.

A expressão aquecimentista foi substituída gradualmente, nos últimos anos, pelas simples “mudanças climáticas”, já que não ficou certo se o mundo de fato estava aquecendo ou resfriando. Após os escândalos envolvendo a manipulação de dados do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), em 2009, muitos cientistas começaram a duvidar até da causa do suposto aumento da temperatura. A teoria antropogênica, que defendia ser o comportamento econômico da raça humana o principal culpado pelo aquecimento da atmosfera, tem sido aos poucos sepultada nos círculos científicos sérios, muito embora a mídia mantenha sua posição dúbia para não se contradizer em um tão curto espaço de tempo.

 

O objetivo desse silêncio comprometido é fazer com que o resfriamento global, este que conta com até mais evidências, ocupe o lugar do aquecimento na luta doentia pela mudança de hábitos e padrões culturais. Mas será um tanto mais trabalhoso alegar, desta vez, que o resfriamento ainda tem causa na ação humana, ainda que para os ecologistas nada pareça ser impossível. Mas já vimos este filme. Já na década de 1940, quando acreditava-se que a terra caminhava para uma Era Glacial, muitos ecologistas já culpavam as emissões de Co2 pelo resfriamento, demonstrando grande preocupação com o crescimento da produção industrial especialmente dos países em desenvolvimento. Hoje esse cenário se inverteu em favor dos movimentos sociais liderados pela ONU, que viram no ambientalismo um eficiente meio de tirar as grandes economias da corrida por uma governança global ao impor-lhes uma regulação como nunca antes.

A tendência é que o movimento globalista se torne cada vez mais agressivo conforme suas mentiras vão sendo desmascaradas, embora já saibam de antemão a duração exata das peças que pregam na mídia e no público crédulo.

Se antes foi preciso criar uma crença cega no método da ciência, mediante os benefícios da técnica, este é o momento de acusar como céticos todos aqueles que duvidarem das alegações científicas. Assim, cria-se uma ditadura do dia seguinte, que enfatiza ordens variantes seguindo o ritmo dos enganos auto-críticos da elite cientificista. Esquecemos que o método científico só existe porque há apreensão humana e que o senso crítico provém do homem e não da ciência. Convertem a ciência em um fim e o homem um meio enquanto a ordem natural é logicamente oposta.

Já é provável que vivemos um período de resfriamento natural da atmosfera e que nada podemos fazer para retardá-lo ou apressá-lo. Mesmo assim, dados científicos são sempre duvidosos e, por isso mesmo, nunca devem servir de base para politicas econômicas nem mudança radicais na sociedade.

A construção social de novos hábitos só seria justificável em prol da vida humana ou quando se acredita que a sociedade caminha para algo já conhecido e perfeito. Tudo não passa, dessa forma, de um sonho revolucionário.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta