Terrorismo nem tão velado

“Se o governo Lula considerasse Battisti como terrorista e bandido, teria, por coerência, que considerar da mesma forma muitos de seus ministros e companheiros”. Percival Puggina analiza de forma equilibrada e certeira a posição brasileira em relação à extradição do criminoso italiano Cesare Battisti.

No fundo da ação do ministro Tarso Genro está a tendência do Ministério da Justiça que discute a Lei da Anistia, sua mais nova agenda.

No artigo de Puggina, outra parte figura como ótimo resumo das ações do governo Lula.

“1º) Lula foi o primeiro presidente do Foro de São Paulo, entidade criada em 1990, nos moldes do Comintern soviético, para “recuperar na América Latina o que foi perdido no Leste Europeu”. Essa entidade congrega partidos comunistas e de várias tendências de esquerda, bem como grupos terroristas do tipo FARC e MIR chileno. 2º) Aqui em Porto Alegre, nas edições do Foro Social Mundial, o governo petista de Olívio Dutra, por duas vezes, atraiu e recepcionou a nata e a borra da esquerda mundial. Não faltou ninguém. 3º) Em 2006, o Brasil concedeu asilo político a Olivério Medina, representante da narco-guerrilha colombiana no Brasil. 4º) Em 2007, sob o impulso de um óbvio comprometimento recíproco com as FARC, Lula comprou um atrito diplomático com a Colômbia recusando-se a declará-las como organização terrorista. 5º) Na última reunião do Foro, realizada no ano passado em Montevidéu, foi prestada chorosa homenagem a Manuel Marulanda, líder das FARC, morto na Colômbia. Um amplo painel, a inspirar o evento, exibia fotos dos seis chefes de Estado que o Foro já detinha em 2008, Lula incluído. 6º) Em 2008, durante os jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, o governo Lula prestou-se para capturar e despachar, via expressa, de volta para o cativeiro de Havana, os dois atletas que se evadiram da equipe. Ambos, hoje, são párias entre os cativos da Ilha dos irmãos Castro. E por aí vai”.

Escritor, Jornalista e pesquisador de mídia, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Autor do livro “A Transformação Social: como a mídia de massa se tornou uma máquina de propaganda (Estudos Nacionais, 2016)” e colunista no site Estudos Nacionais e um dos fundadores da RádioVox. Colaborador do site Mídia Sem Máscara e aluno do filósofo Olavo de Carvalho desde 2009.
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